Xinando - Cartoon
Cartoons made in Açores
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Homenagem - Dias de Melo

Nem todos os cartoons ou caricaturas têm que ser cómicos. Este não é.
Esta é uma homenagem a um Homem do Pico, cuja voz se calou ontem, mas cuja escrita perdurará.
Muito se diz sobre o escritor Dias de Melo, sobre os seus romances mais conhecidos. A mim, basta-me dizer o seguinte:
Ler a sua escrita, faz-me sentir em casa, pois, mais do que português, ele escreve em picaroto.

Desenho de 25 de Setembro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Nós sabemos muito bem quando é o Natal!

Se há uma coisa que se sabe no Sporting é quando é o Natal. Durante anos, os leões gostariam que essa época de festa fosse em Julho, depois do campeonato acabar. Até agora, em Setembro, Paulo Bento não hesita em dizer que "a única coisa que sei que vai acontecer em Dezembro é o Natal, no dia 25"!
Vê-se que não é um treinador qualquer, vê-se que conhece bem o clube!


Pior estará Quique Flores, que não sabe quando é o Pão por Deus, pois o Benfica ultimamente mal tem conseguido atravessar o mês de Agosto, quanto mais pensar em Natal ou Ano Novo ...

Cartoon de 22 de Setembro de 2008

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Na Tasca 17 - Epreendedorismo


Felizmente, há muitas pessoas que sabem viver. Éramos o povo do desenrasca, mas estamos a atingir o requinte de sermos empreendedores.

Quem diria que era vantajoso ser detido por ser suspeito de alguma coisa? Conclui-se que, neste rectângulozinho à beira-mar plantado, há mais benefícios fiscais e sociais do que parecia. Será que nos vão aumentar os impostos para pagar estas indemnizações? Sugiro que se chame o ISVJ, Imposto Sobre Vírgulas Jurídicas ...

Agora faltam os pedidos de indemnização por calúnia a cada um dos media, e já cá canta a reforma!

Fico, no entanto, com uma dúvida existencial: Estas idemnizações são só para quem tem currículo (leia-se ... determinado estatuto social), ou existem para qualquer um? Qual será a fórmula de cálculo? ... será dependente do IRS?

Desenho de 17 de Setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

MonoCultura 58 - O kit

A esta hora, muitos lares açorianos já foram contemplados com o Kit Autonómico. Os que gostaram da ideia e ainda não receberam, queixam-se; os que não gostam da ideia e ainda não receberam, queixam-se (às vezes não se sabe se só por serem contra, se por não terem um ainda ...).
A verdade é que os símbolos regionais significam muito pouco para a maioria, quer sejam a favor ou contra o kit.
Já que agora haverá mais bandeiras dos Açores do que nunca por aí, podia-se aproveitar para homenagear o Pauleta se e quando ele confirmar o fim da carreira. Fazia-se como o Scolari pediu para a selecção e pendurava-se a bandeira dos Açores na janela. Só há um problema: poderia parecer campanha eleitoral e seríamos todos multados pela Comissão Nacional de Eleições.

Quanto ao uso dos símbolos regionais na campanha, acho que todos os partidos poderiam e deveriam usar. Achar que isso confunde os eleitores, é chamar o eleitorado de burro. Talvez os partidos tenham receio de que os seus próprios candidatos fiquem confusos.
Problema seria se usassem os símbolos da Madeira ... ou do Burkina Faso ...

Cartoon de 13 de Setembro de 2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Anedotas Ilustradas 12 - Fim da noite

Fim de dia de trabalho (no caso, noite), cada um sabe o que apura e a satisfação que tira disso ...

Cartoon inspirado em http://anedotas.aeiou.pt
Desenho de 10 de Setembro de 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

MonoCultura 57 - Pedimos desculpa pelo incómodo ...

Actualmente, para quem vive, trabalha ou visita Ponta Delgada, é mais ou menos isto que vemos: sinalização até às orelhas, acessos provisórios e desvios aos desvios, um caos.
Todos pedem desculpa pelo incómodo, mas todos incomodam!
A justificação de cada um será do tipo: "As pessoas já estão habituadas a obras ..."; "Já que estão incomodadas, incomoda-se uma vez só ..."; e a mais brilhante ... "Se os outros podem fazer obras, eu também posso!".

Não sei bem o que vai acontecer, mas hoje é o primeiro dia de aulas ...

Desenho de 9 de Setembro de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

Na Tasca 16 - Atento aos Jogos

A Tasca, como qualquer Português que se preze, também foi aos Jogos. Ainda bem que o Nélson Évora ganhou uma medalha, pois talvez assim, seja mais fácil escolher a faixa a usar.
Uns estarão felizes, pois não ganhávamos uma medalha de ouro há muito tempo, pois é apenas a quarta que ganhamos, etc.
Outros dirão que se está a tapar o sol com a peneira, ou, neste caso, com a medalha ...
Bem, cada um use a faixa que quiser, e está à vontade para fazer a sua própria faixa, pois as faixas dos outros nem sempre nos servem.

Desenho de 19 de Agosto de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

MonoCultura 56 - Frustrações

Grande frustração esta tarde, tudo por culpa de mais um atleta olímpico em quem não se pode confiar!
Quando vi na televisão, o Nélson Évora estava em segundo lugar no triplo salto. Pensei: "é desta que ganhamos a medalha de prata!"
Grande engano! Daí a pouco estava em terceiro, e pensei: "urra! Vem aí uma medalha de bronze!".
Mais tarde, verifiquei que este senhor pura e simplesmente não tinha ganho a medalha de prata que tinha garantida, e muito menos a de bronze, que parecia que não lhe fugia! Nem uma, nem outra! É caso para os grandes críticos da participação olímpica lusa apresentarem a reclamação, pois o atleta desperdiçou duas medalhas!

Ao menos ganhou o ouro! Parabéns ao atleta e a quem trabalhou com ele, por ele, e acreditou nele. Quanto a Portugal, não sei se merece os parabéns, pois não trata por igual quem dá tudo por tudo! Quem ficou em quarto, ou em oitavo com recordes nacionais, ou mais para trás, enfim, todos os que conseguiram apurar-se estão de parabéns, e só assim é possível motivar outros a se esforçarem: com reconhecimento!

Desenho de 21 de Agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Medalha de Ouro do Lançamento do Despertador

A participação Portuguesa nos jogos Olímpicos não está a satisfazer a imprensa nacional. Já lá vai o tempo em que ganhávamos uma medalhinha e ficávamos satisfeitos. Temos que ganhar pelo menos quatro!
As declarações do atleta Marco Fortes, que disse que de manhã devia estar era na caminha e não a disputar provas Olímpicas caíram mal. O alteta foi infeliz nas declarações, tentou usar de um sentido de humor que falhou.

Independentemente de ter ou não havido falta de empenho por parte de alguns atletas (o que duvido muito, pois esforçaram-se e conseguiram apurar-se para os J.O.), o que me surpreende (ou não) é a opinião pública nacional, sempre tão sabedora. Quantos dos críticos da prestação olímpica nacional são assim tão exigentes consigo próprios no seu desempenho profissional?

... quantos críticos são capazes de admitir que têm problemas para se levantar para trabalhar todos os dias? Muitos só queriam mesmo era estar na caminha ...

Desenho de 19 Agosto 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MonoCultura 55 - Dois preços


O concerto de Vanessa da Mata em Ponta Delgada marcou uma nova era no mundo do espectáculo: a era das entradas selectivas. Quem quis estar dentro de um "curral" de vedações, de pé, a ver o espectáculo de frente para o palco, pagou uns módicos 10€. Quem preferiu estar à sua vontade nas imediações, eventualmente sentado nas escadas da Matriz (cada degrau é mais alto que o outro, logo, sem ninguém à frente da vista), e a ver a cantora de costas ... não pagou nada!

Já nos astávamos a habituar a diversas opções culturais, eventualmente em locais diferentes e em simultâneo. Agora, pela primeira vez, a mesma oferta cultural permite diferentes opções em termos de gostos e capacidades monetárias. Bravo!

Desenho de 08 de Agosto de 2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Na Tasca 15 - Rendimentos

Atingimos os 90% do rendimento per capita nacional, hurra! Ainda bem, porque era pior que isso, mesmo assim, não vejo motivos para festejar. Resta saber para onde foi esse dinheiro, porque, que se saiba, os ordenados não acompanharam, nem de perto nem de longe, a evolução do rendimento per capita.
Anda por aí algures. Se estiver em empresas, que sirva para criar emprego e melhorar os ordenados dos seus funcionários.
Desenho de hoje, 30 de Julho de 2008

domingo, 13 de julho de 2008

MonoCultura 54 - Pagar pelos outros

A EDP fez recentemente a brilhante sugestão de incluir uma taxa de 1 euro na factura da electricidade, para compensar a empresa pelas contas incobráveis. Literalmente, quem já paga e provavelmente sempre pagou, seria castigado em vez dos caloteiros, e a EDP passaria incólume, a fazer a sua justiça distorcida.
Eu não sou gestor, nem sequer empresário, nem tenho formação académica na área da economia ou gestão, mas há uma coisa que me intriga: qualquer empresa que se preze (nem precisa ser um gigante nacional como a EDP) incorpora nos preços dos seus serviços os custos de funcionamento, que inclui despesas com pessoal, infraestruturas, despesas correntes ... até o papel higiénico. Embora os preços da electricidade sejam definidos pelo governo, a EDP sempre foi um gigante, por isso nunca foi pobrezinha, e esta proposta é indecente. Imagine-se a chegar á mercearia e lhe cobrarem as suas compras e as do cliente anterior, que tinha saído sem pagar ...
Esta empresa apenas se limita seguir a moda: o ministério das finanças faz o mesmo, aumentando descaradamente impostos, e mesmo inventando outros, para compensar a incapacidade de cobrar a alguns espertos. A uns, cobra-se forte e feio multas por atrasos de horas em declarações ... a outros, "abaixam a crista" e dívidas de milhões ficam por cobrar ...
É sempre mais fácil ir buscar aos clientes que pagam sempre, do que andar a correr atrás dos outros que não pagam ... será que se me tornar caloteiro e não me importar, viverei com mais saúde e me deixam em paz? ... não acredito ... mesmo a fuga descarada e o calote são só para alguns com as costas bem quentes!
Imaginem se o ministério da justiça adere à moda ...
Cartoon de 09 Julho 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Na Tasca 14 - Análise política dos factos

A comunicação social apelida ao verão, devido ao suposto abrandamento da actividade política, de silly season (temporada parva, digamos assim). Se o verão é parvo, por diminuição da actividade dos partidos e dos políticos em geral, como se deverá chamar ao resto do ano?

Abre-se o espaço de debate para sugestões, e eu deixo aqui algumas:


  1. Stupid season - porque a estupidez e a política andam sempre de mãos dadas, infelizmente.

  2. Expensive season - porque, neste período, pagam-se ordenados aos políticos para trabalharem, e não para não fazerem nada, como se fosse verão.

  3. Pathetic season - ...

  4. Sillyest season - porque é mais parva que a outra.

  5. Shameless season - porque o descaramento é exercitado até ao limite.

  6. Incoherent season - incoerências por vezes com intervalos de horas.

  7. Demagogic season - demagogia q.b., cada um usando a cartilha do político, no capítulo do governo ou no capítulo da oposição, conforme o caso. Se trocarem de posição, usam a mesma cartilha, trocando de capítulo ...

  8. Ridiculous season - ...

  9. ...

Nem sei por onde escolher ...



A verdade é que qualquer facto serve de argumento a favor ou contra, dependendo dos interesses. A leitura é livre, e qualquer um emite a opinião que quer. Cada um mastiga e engole da forma como achar melhor (ou como o seu partido mandar ...).


Desenho de 10 de Julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Na Tasca 13 - Custos

Esta foi inspirada num amigo que passou uma aflição com o seu bezerro. Não, não teve que dar o bezerro para pagar o tratamento.
Vivemos uma época em que tudo custa demais: custa a fazer e tem custos para fazer, por isso se cobra; custa caro, por isso se hesita em gastar, e só se gasta se tiver mesmo que ser. Este é um efeito multiplicativo, que faz com que o IVA baixe e fiquemos satisfeitos (aliviados até) pelos preços não terem subido apesar disso.
Todos ficámos indignados quando o IVA subiu, pois ia ficar tudo mais caro. Os comerciantes ficaram indignados, pois para não perderem a clientela, não terão subido os preços devido à subida do IVA ... esperem, mas isso é independente da subida dos combustíveis ... afinal não tinha subido, mas subiu. Agora desceu, mas até subiu ...
Está tudo a ficar paranóico, e ninguém percebe mais nada, por isso só me resta um ditado popular:
Em casa onde não há pão, toda a gente grita e ninguém tem razão ...
Desenho de 01 de Julho de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Na Tasca 11 - Perguntas indiscretas

Parece que a polícia está a desenvolver uma nova técnica de investigação: apelar aos mais sinceros, que são as crianças! Claro que se a maioria dos adultos não sabe distinguir uma hortelã de uma urtiga, esta técnica com crianças também poderá produzir muitos mal entendidos.

A avaliar pelas batalhas jurídicas que a nossa comunicação social relata, se alguém for efectivamente apanhado desta forma, vai algum advogado chico-esperto alegar qualquer violação da lei por parte dos investigadores, como o ter recorrido ao testemunho de crianças, não terem feito pisca quando estacionaram o carro à porta da casa do "agricultor", terem aparecido em casa sem aviso prévio ...

Quanto ao rendimento social de inserção (ou rendimento mínimo, ou o nome que lhe quiserem dar), há gente que se muda para casas em ruínas à espera que lhes dêem casas novas, desdobrando a família de modo a dar mais do que uma casa. É melhor lhes arrajarem casa depressa, pois eles precisam de garagem para o BMW (o salitre do mar estraga a pintura), e a garantia do plasma, DVD, mp3, etc. não cobre estragos devido humidade.

Desenho de 12 de Junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

MonoCultura 53 - Viatura movida a combustível ... caríssimo!

A GALP Energia faz-nos passar todos os dias uma mensagem subliminar: Faz-nos ver a todos que o autocarro da selecção e, por consequência, a selecção, tem uma grande vontade de vencer, tão grande que até o autocarro se move com a vontade dos Portugueses em vencer ... épico!
Pois tentemos ver por outro prisma: todos os Portugueses estão a empurrar um carro. Pois é, a Galp sugere que empurremos felizes, e ficamos felizes com a sugestão.
Quando a selecção ganha, sobe-se os combustíveis que ninguém nota. Quando as bombas secaram por causa dos bloqueios, subiu-se, pois os carros estavam sem combustível e as pessoas desesperadas, pelo que se o combustível aparecesse ao dobro do preço após três ou quatro dias sem nada nas bombas, as pessoas não teriam outro remédio senão consumir.
Não somos burros, não somos parvos, mas somos pobres e temos que nos subjugar a quem tem o monopólio dos bens essenciais, quer gostemos, quer não.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

MonoCultura (Vol. II) - Enjoos

Recentes notícias indicam que a ondulação no interior da Marina Pêro de Teive aumentou com a construção das Portas do Mar. O efeito terá sido tal com um determinado quadrante que chegou a rebentar amarras de embarcações.
Em tempo de crise, há que ter olho para o negócio, talvez montar uma banca de venda de comprimidos para o enjoo na marina seja lucrativo, para aqueles que pretenderem passar um bocado nas suas embarcações, dentro da marina. Se não quiserem enjoar, talvez o melhor é ir passear para o mar alto ...
Por outro lado, haverá uma nova marina nas Portas do Mar. Talvez seja mais cara, mas talvez seja mais calma ...
Desenho de 4 de Junho de 2008