Xinando - Cartoon
Cartoons made in Açores

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MonoCultura 55 - Dois preços


O concerto de Vanessa da Mata em Ponta Delgada marcou uma nova era no mundo do espectáculo: a era das entradas selectivas. Quem quis estar dentro de um "curral" de vedações, de pé, a ver o espectáculo de frente para o palco, pagou uns módicos 10€. Quem preferiu estar à sua vontade nas imediações, eventualmente sentado nas escadas da Matriz (cada degrau é mais alto que o outro, logo, sem ninguém à frente da vista), e a ver a cantora de costas ... não pagou nada!

Já nos astávamos a habituar a diversas opções culturais, eventualmente em locais diferentes e em simultâneo. Agora, pela primeira vez, a mesma oferta cultural permite diferentes opções em termos de gostos e capacidades monetárias. Bravo!

Desenho de 08 de Agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

MonoCultura 26 - P.I.A.D.A.

No período pós 11 de Setembro, o pânico e o medo instalaram-se e originaram uma série de acções de segurança impensáveis pouco tempo antes. Além das acções concretas, que foram efectivamente aplicadas, muitas mais foram sugeridas.
Em Outubro de 2001, havia quem achasse que as Naçoes Unidas tinham obrigação de criar uma estrutura para defesa dos Açores ... apenas limitei-me a imaginar-nos rodeados de capacetes azuis ... e como qualquer iniciativa da ONU tinha sempre um título pomposo, imaginei qual seria neste caso.
Cartoon publicado no Portal Virtualazores, com o título "Sinto-me completamente seguro!"
em 30 de Outubro de 2001

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Os enRASCAdos 001 - O Concurso 1

Cá está a primeira tira dos EnRASCAdos.
Este surgiu numa fase da minha vida em que me debatia com uma situação de precaridade laboral, acrescida da espera prolongada por uma intervenção cirúrgica enquanto a minha mobilidade estava cada vez mais reduzida. Durante algum tempo, pensei seriamente em mudar a minha actividade profissional, uma vez que estava fisicamente impedido de fazer tudo aquilo que fazia até então.
A tentativa de criar uma fonte alternativa de rendimento foi, portanto, uma das motivações da criação dos EnRASCAdos, daí esta série ter a forma de tira, adaptável à publicação em jornal. Claro que não esperava viver disto (a MonoCultura ajudou às despesas, mas não rendeu fortuna nenhuma, e o meio é demasiado pequeno para grandes rendimentos numa área como esta), mas bem que tentei a sua publicação sem qualquer sucesso.
Assim, os EnRASCAdos ficaram apenas como uma boa companhia numa altura em que fiquei imobilizado em casa no período pós-operatório, que aproveitei para desenhar como nunca.
Quanto ao tema desta tira, a precaridade era na altura, e continua a ser agora, um problema grave para as famílias. Quer o estado, quer as empresas privadas usam e abusam de situações de precaridade, em que os trabalhadores estão sujeitos a todo o tipo de situações. Depois, em situações em que é necessário recorrer aos quadros, verifica-se que efectivamente os lugares de quadro encontram-se por ocupar. Esta é uma situação muito ingrata para quem as vive e, no meu caso na altura, muito mais ingrata ainda quando nos vemos confrontados com problemas de saúde, em que ficamos completamente desapoiados.

Desenho de 04 de Janeiro de 2004

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Na Tasca 15 - Rendimentos

Atingimos os 90% do rendimento per capita nacional, hurra! Ainda bem, porque era pior que isso, mesmo assim, não vejo motivos para festejar. Resta saber para onde foi esse dinheiro, porque, que se saiba, os ordenados não acompanharam, nem de perto nem de longe, a evolução do rendimento per capita.
Anda por aí algures. Se estiver em empresas, que sirva para criar emprego e melhorar os ordenados dos seus funcionários.
Desenho de hoje, 30 de Julho de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os enRASCAdos


A criação de uma série/colecção de cartoons tem vantagens e desvantagens, havendo autores que preferem desenvolvê-las, enquanto outros preferem cartoons isolados que eventualmente têm em comum o estilo gráfico.
As séries permitem ao autor desenvolver um determinado tema, com ou sem personagens fixas, mas com uma personalidade/filosofia sempre como pano de fundo. Muitas vezes, as mesmas permitem ao leitor alimentar a curiosidade e apreciar cartoons que sozinhos teriam talvez pouco interesse. Aqui destaco dois dos meus preferidos: Mafalda (de Quino), e Garfield (de Jim Davis), cuja evolução das personagens é, por si só, uma história mais ampla que cada tira, e em que algumas tiras só fazem sentido para quem conhece as personalidades das personagens envolvidas.
Em 2003/2004, comecei a magicar uma nova série, a desenvolver em tiras, mas que contivesse uma marcada familiaridade entre as personagens e os leitores. A procura de tema levou-me a pretender um retrato da sociedade em geral e das atitudes que se vêem por aí todos os dias, que todos temos e que todos condenamos quando vemos nos outros. Por outro lado, o título surgiu em simultâneo, pois sendo um retrato da sociedade onde vivo, e pertencendo eu a uma geração algures apelidada de “Rasca”. Sempre considerei esse epíteto injusto, e que ao invés de “Rascas” somos sim “Enrascados”, principalmente devido ao contributo desses senhores que nos apelidaram.
Os personagens não têm nome, alguns repetem-se em várias tiras, outros nunca mais aparecem, mas fica a minha visão sobre o funcionamento da nossa sociedade, em que todos são virtuosíssimos, exigentes com os outros, mas têm sempre desculpas para os seus deslizes. Muitas vezes, há vícios tão intrincados na nossa sociedade que as pessoas os vivem pensando que tais atitudes são normais. Tentei colocar-me de fora a olhar para essa coisa tão vasta que é a sociedade e o resultado é a série que agora introduzo.
Há um agrupamento por assuntos, em geral com três cartoons sobre determinado assunto corrente. Tal não significa que não houvesse mais ideias para alguns temas, mas por agora três é um bom número, para não cansar, nem esgotar.

Os enRASCAdos nunca foram publicados. Quando foram criados, e quando já tinha várias tiras prontas, tentei contactar um jornal local para eventual publicação (escolhi aquele, porque não me identificava com os estilos de outros). Nem me quiseram receber, nem sequer dispunham de cinco minutos para olhar de relance. Foi com tristeza que vi esse projecto quase ir por água abaixo, mas foi com mais pena que vi a forma como as mentalidades das pessoas são por vezes tão estreitas e fechadas às novidades.
Mesmo assim, continuei a “enRASCAr" por gosto, e a partir de agora apresentarei o fruto desse trabalho.

sábado, 26 de julho de 2008

MonoCultura 25 - Luzes da ribalta


O mês de Novembro é caracterizado, de um modo geral por todo o lado, pelas inaugurações das iluminações de Natal, seja nas maiores cidades, seja nas mais pequenas vilas e até em algumas freguesias. Ao longo daquele mês, uns mais cedo, outros mais tarde, lá vêm as luzes de Natal. Estas iluminações são sempre acompanhadas de aprovação, espanto e críticas: ora está maravilhoso, ora está feio, ora está excessivo, ora está a menos, ...

Outra questão que sempre se põe é até onde se deve iluminar, que ruas iluminar, e que ruas não devem ser iluminadas.

Em 2001, não foi excepção, em em Ponta Delgada, como noutras localidades, os comerciantes não iluminados queixaram-se fortemente, pois a falta de iluminação afugentaria clientes, ou pelo menos atraí-los-ia para a concorrência iluminada. Isto é tipo polvo, se não aumentar de um ano para o outro, o autarca fica em xeque. Haja energia para tanta parvoíce! Qualquer dia, iluminam-se com motivos natalícios até os cumes das montanhas, para ninguém ficar chateado.

Embora estejamos em Julho, e claramente fora da época natalícia (e o cartoon anterior foi sobre o carnaval ...), a publicação deste cartoon tem como motivo principal o facto de estar na sua ordem de publicação da série MonoCultura (o 25 vem depois do 24, e a seguir vem o 26 ...). Mas, vejamos se isto não se aplica a tantas outras coisas que não a iluminação natalícia? E o que se passa nas festas de verão? A iluminação não se estende também da mesma forma? ... para não falar no número de artistas convidados e no valor dos seus cachets (prefiro não comentar a qualidade de alguns, mas desde que alguém goste ...).

Cartoon publicado no Portal Virtualazores em 23 de Novembro de 2001

com o título "se não tem luz, não tem lojas!"

sexta-feira, 25 de julho de 2008

SG 15 - Carnaval


Sei perfeitamente que não é carnaval, mas é certamente momento de folia, pois é verão, pois as próximas eleições estão à porta, pois etc. e tal. Para a folia há sempre gente, e ainda bem, pois sem alegria seria tudo muito mais difícil.

O nosso herói está claramente disfarçado, usando um bom disfarce, mas a máscara não esconde quem ele realmente é.

Muitas máscaras são assim, muita gente vê através da sua máscara e, como a mesma lhe dificulta a visão, pensa que visto de fora também é difícil vê-los. Puro engano, mais cedo ou mais tarde, a máscara cai, e as épocas de euforias são propícias a isso ... um pequeno entusiasmo e dá-se o deslize.


Desenho de 06 Julho 1994

domingo, 13 de julho de 2008

MonoCultura 54 - Pagar pelos outros

A EDP fez recentemente a brilhante sugestão de incluir uma taxa de 1 euro na factura da electricidade, para compensar a empresa pelas contas incobráveis. Literalmente, quem já paga e provavelmente sempre pagou, seria castigado em vez dos caloteiros, e a EDP passaria incólume, a fazer a sua justiça distorcida.
Eu não sou gestor, nem sequer empresário, nem tenho formação académica na área da economia ou gestão, mas há uma coisa que me intriga: qualquer empresa que se preze (nem precisa ser um gigante nacional como a EDP) incorpora nos preços dos seus serviços os custos de funcionamento, que inclui despesas com pessoal, infraestruturas, despesas correntes ... até o papel higiénico. Embora os preços da electricidade sejam definidos pelo governo, a EDP sempre foi um gigante, por isso nunca foi pobrezinha, e esta proposta é indecente. Imagine-se a chegar á mercearia e lhe cobrarem as suas compras e as do cliente anterior, que tinha saído sem pagar ...
Esta empresa apenas se limita seguir a moda: o ministério das finanças faz o mesmo, aumentando descaradamente impostos, e mesmo inventando outros, para compensar a incapacidade de cobrar a alguns espertos. A uns, cobra-se forte e feio multas por atrasos de horas em declarações ... a outros, "abaixam a crista" e dívidas de milhões ficam por cobrar ...
É sempre mais fácil ir buscar aos clientes que pagam sempre, do que andar a correr atrás dos outros que não pagam ... será que se me tornar caloteiro e não me importar, viverei com mais saúde e me deixam em paz? ... não acredito ... mesmo a fuga descarada e o calote são só para alguns com as costas bem quentes!
Imaginem se o ministério da justiça adere à moda ...
Cartoon de 09 Julho 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Na Tasca 14 - Análise política dos factos

A comunicação social apelida ao verão, devido ao suposto abrandamento da actividade política, de silly season (temporada parva, digamos assim). Se o verão é parvo, por diminuição da actividade dos partidos e dos políticos em geral, como se deverá chamar ao resto do ano?

Abre-se o espaço de debate para sugestões, e eu deixo aqui algumas:


  1. Stupid season - porque a estupidez e a política andam sempre de mãos dadas, infelizmente.

  2. Expensive season - porque, neste período, pagam-se ordenados aos políticos para trabalharem, e não para não fazerem nada, como se fosse verão.

  3. Pathetic season - ...

  4. Sillyest season - porque é mais parva que a outra.

  5. Shameless season - porque o descaramento é exercitado até ao limite.

  6. Incoherent season - incoerências por vezes com intervalos de horas.

  7. Demagogic season - demagogia q.b., cada um usando a cartilha do político, no capítulo do governo ou no capítulo da oposição, conforme o caso. Se trocarem de posição, usam a mesma cartilha, trocando de capítulo ...

  8. Ridiculous season - ...

  9. ...

Nem sei por onde escolher ...



A verdade é que qualquer facto serve de argumento a favor ou contra, dependendo dos interesses. A leitura é livre, e qualquer um emite a opinião que quer. Cada um mastiga e engole da forma como achar melhor (ou como o seu partido mandar ...).


Desenho de 10 de Julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

SG 14 - Eclipse nasal

Estamos já em pleno verão e um pouco de sombra dá muito jeito!
Desenho de 29 de Junho de 1994

segunda-feira, 7 de julho de 2008

MonoCultura 24 - Excessos perigosos

A descida da taxa máxima de alcoolémia (acho que agora é alcoolemia ...) para 0,2 g/l sangue causou grande apreensão na sociedade portuguesa. Entre toda a mitologia à volta daquele fatídico valor, constava a teoria de que bastaria comer três ou quatro maçãs para que fosse logo ultrapassado o limite legal de álcool para se poder conduzir.
É mesmo à portuguesa ... desculpas utópicas e patéticas: mesmo que quatro maçãs provocassem esse efeito, quantos portugueses comeriam quatro maçãs de seguida? ... ainda se fossem uns enchidos e, claro, vários copos de vinho ou de cerveja ...
Cartoon publicado no Portal Virtualazores em Novembro de 2001

sexta-feira, 4 de julho de 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Na Tasca 13 - Custos

Esta foi inspirada num amigo que passou uma aflição com o seu bezerro. Não, não teve que dar o bezerro para pagar o tratamento.
Vivemos uma época em que tudo custa demais: custa a fazer e tem custos para fazer, por isso se cobra; custa caro, por isso se hesita em gastar, e só se gasta se tiver mesmo que ser. Este é um efeito multiplicativo, que faz com que o IVA baixe e fiquemos satisfeitos (aliviados até) pelos preços não terem subido apesar disso.
Todos ficámos indignados quando o IVA subiu, pois ia ficar tudo mais caro. Os comerciantes ficaram indignados, pois para não perderem a clientela, não terão subido os preços devido à subida do IVA ... esperem, mas isso é independente da subida dos combustíveis ... afinal não tinha subido, mas subiu. Agora desceu, mas até subiu ...
Está tudo a ficar paranóico, e ninguém percebe mais nada, por isso só me resta um ditado popular:
Em casa onde não há pão, toda a gente grita e ninguém tem razão ...
Desenho de 01 de Julho de 2008

domingo, 29 de junho de 2008

SG 13

Mais um cartoon com 14 anos (faz anos hoje, por isso é caranguejo) ... e o QI do nosso herói não deve ter mudado muito ... nem deve ser muito superior a 14. Ao menos se fosse só ele, a nossa sociedade ainda estaria muito bem.
Por outro lado, vê-se ainda avisos para "puxar" o autoclismo, quando a descarga já é accionada premindo um botão. Neste caso, é a língua portuguesa que é traiçoeira, e se calhar muitos jovens estariam mais receptivos a expressões do tipo "clique no autoclismo após usar a sanita" ...
Outro ponto de vista é que, por higiene, educação e civismo, nem deveria ser necessário afixar avisos, nem nas casas de banho, nem em muitos outros locais de uso e fruição comum.
Desenho de 29 de Junho de 1994

sexta-feira, 27 de junho de 2008

MonoCultura 23 - Segurança feroz

No final de Outubro de 2001, pouco mais de um mês depois do 11 de Setembro, o Aeroporto de Ponta Delgada estava envolto em medidas de segurança apertadíssimas. Segundo alguns, aquelas medidas atingiam o ridículo. Mas talvez se acontecesse alguma coisa, os mesmos criticariam porque nada tinha sido feito, não tinham tido o devido cuidado, etc ...

Naquele tempo, podíamos levar garrafas de água ou outros líquidos connosco, desde que não se parasse qualquer carro perto da aerogare, mesmo que fosse para apear um passageiro sem bagagem sequer. Uma vez tentei abrandar o carro para ver se a pessoa que esperava já estava perto da porta, e logo vi um polícia a correr em direcção ao meu carro, como se fosse um caso de vida ou de morte, a mandar acelerar e sair depressa dali.

... será que a pala exterior da aerogare estava em riscos de ruir?

Cartoon publicado no Portal Virtualazores em 14 de Novembro de 2001
com o título "Ggggrrrr ... au ... au ... fora!"

terça-feira, 24 de junho de 2008

MonoCultura 22 - Ratos universitários

Em Outubro de 2001, o número de vagas preenchidas na Universidade dos Açores deixou muito a desejar, havendo mesmo alguns cursos praticamente vazios. Por outro lado, o lar feminino foi invadido por uma vaga de ratos. Eram com certeza ratos universitários, que preencheriam as vagas rapidamente ...
Publicado no Portal Virtualazores em Outubro de 2001
com o título "Ah! Já preencheram as vagas"

quinta-feira, 19 de junho de 2008

SG 11 - Comparações

Muitas vezes, as pessoas criticam gratuitamente as outras, aproveitando cada característica física ou de personalidade para servir de arma de arremesso. Muitas vezes, só isso as faz sentir superiores, porque nesses momentos, não há espelhos por perto.
Quantas vezes não vemos alguém aproveitar um deslize do outro para o rebaixar, quando esses deslizes correspondem à personalidade do mesmo que crititca?
Esta parelha acima parece a classe política em geral, tão senhores de si a criticarem uns aos outros, pura e simplesmente por serem todos iguais. É como alguém que se olha ao espelho e vê aquilo que não gosta em si.
Desenho de 27 de Maio de 1994

terça-feira, 17 de junho de 2008

Na Tasca 11 - Perguntas indiscretas

Parece que a polícia está a desenvolver uma nova técnica de investigação: apelar aos mais sinceros, que são as crianças! Claro que se a maioria dos adultos não sabe distinguir uma hortelã de uma urtiga, esta técnica com crianças também poderá produzir muitos mal entendidos.

A avaliar pelas batalhas jurídicas que a nossa comunicação social relata, se alguém for efectivamente apanhado desta forma, vai algum advogado chico-esperto alegar qualquer violação da lei por parte dos investigadores, como o ter recorrido ao testemunho de crianças, não terem feito pisca quando estacionaram o carro à porta da casa do "agricultor", terem aparecido em casa sem aviso prévio ...

Quanto ao rendimento social de inserção (ou rendimento mínimo, ou o nome que lhe quiserem dar), há gente que se muda para casas em ruínas à espera que lhes dêem casas novas, desdobrando a família de modo a dar mais do que uma casa. É melhor lhes arrajarem casa depressa, pois eles precisam de garagem para o BMW (o salitre do mar estraga a pintura), e a garantia do plasma, DVD, mp3, etc. não cobre estragos devido humidade.

Desenho de 12 de Junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

MonoCultura 53 - Viatura movida a combustível ... caríssimo!

A GALP Energia faz-nos passar todos os dias uma mensagem subliminar: Faz-nos ver a todos que o autocarro da selecção e, por consequência, a selecção, tem uma grande vontade de vencer, tão grande que até o autocarro se move com a vontade dos Portugueses em vencer ... épico!
Pois tentemos ver por outro prisma: todos os Portugueses estão a empurrar um carro. Pois é, a Galp sugere que empurremos felizes, e ficamos felizes com a sugestão.
Quando a selecção ganha, sobe-se os combustíveis que ninguém nota. Quando as bombas secaram por causa dos bloqueios, subiu-se, pois os carros estavam sem combustível e as pessoas desesperadas, pelo que se o combustível aparecesse ao dobro do preço após três ou quatro dias sem nada nas bombas, as pessoas não teriam outro remédio senão consumir.
Não somos burros, não somos parvos, mas somos pobres e temos que nos subjugar a quem tem o monopólio dos bens essenciais, quer gostemos, quer não.

sábado, 7 de junho de 2008

Na Tasca 09 - Será desta?

Daqui a algumas horas, Portugal começa a sua participação no Euro 2008. Este cartoon não foi feito de propósito para este europeu, mas sim para o anterior. Felizmente, as coisas correram bem em 2004, mas a nossa selecção (ou alguns jogadores da mesma) tinha-nos habituado a participações com finais dramáticos (com expressões violentas de frustração e mau perder), como foram o Euro 2000 e o Mundial de 2002.
Desta vez, quer-se garra, empenhamento, concentração, e aquela pontinha de sorte que só cabe aos vencedores.
Mais uma vez ... força Portugal!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

MonoCultura (Vol. II) - Enjoos

Recentes notícias indicam que a ondulação no interior da Marina Pêro de Teive aumentou com a construção das Portas do Mar. O efeito terá sido tal com um determinado quadrante que chegou a rebentar amarras de embarcações.
Em tempo de crise, há que ter olho para o negócio, talvez montar uma banca de venda de comprimidos para o enjoo na marina seja lucrativo, para aqueles que pretenderem passar um bocado nas suas embarcações, dentro da marina. Se não quiserem enjoar, talvez o melhor é ir passear para o mar alto ...
Por outro lado, haverá uma nova marina nas Portas do Mar. Talvez seja mais cara, mas talvez seja mais calma ...
Desenho de 4 de Junho de 2008