Xinando - Cartoon
Cartoons made in Açores

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ecos 04 - Corisca natureza desordenada

Há que ordenar devidamente os espaços naturais, para que a natureza tenha um desenvolvimento natural... é que a natureza por vezes tem um comportamento pouco natural!
Cartoon de 30 de Janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MonoCultura 42 - Pauleta

Acho que é altura para dar um saltinho na ordem das MonoCultura antigas, pois o Pauleta merece. Ontem foi realizada uma gala em sua honra, e é bom lembrar que ele fez parte da selecção nacional mais forte de que há memória.
Este cartoon data de Maio de 2002, quando Pauleta foi eleito o melhor estrangeiro do campeonato Francês de futebol.
... também me recordo de, alguns dias depois, uma outra vaca que surgia regularmente num jornal local ter feito a mesma homenagem (sim, a mesma...), o que me fez pensar que eu já estava a raciocinar mesmo como uma vaca, e que os autores da outra vaca também...
Fiquei às duas por três a pensar em contactar um veterinário.

Cartoon de 8 de Maio de 2008
Publicado originalmente no Portal Virtualazores

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os EnRASCAdos 19 - Modas 1

Não, nunca houve consumismo! Houve, sim, necessidades básicas de consumo.
Já agora, certas lojas de moda deviam vender roupa biodegradável, que após a primeira utilização se dissolvesse e desaparecesse para todo o sempre. Ou então, alguém deveria abrir um ecocentro para gestão de roupa de senhora, para fazer uma fábrica de mantas de retalhos, sei lá...

Cartoon de 16 de Maio de 2005

domingo, 25 de janeiro de 2009

Monocultura 61 - Marketing

Por falar na BTL e nas reacções ...
Já alguém se insurgiu contra o uso do(s) cãozinho(s) da scottex em marketing e publicidade?
Não quero com isto dizer que gosto, deixo de gostar, concordo ou discordo com o "pasto" improvisado na Praça de Espanha.

Cartoon de 25 de Janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Na Tasca 22 - O Mundial


Vamos lá organizar um mundial de futebol! Temos estádios quase sem uso (algumas cadeiras das bancadas do Estádio do Algarve e de outros nunca sentiram a pressão do peso de um corpo ... entenda-se de um rabo). As cabeças de alguns dirigentes desportivos, por sua vez, também costumam ter muito pouco uso. É só tirar o pó daqui a nove anos!
O Gilberto Madaíl quer o mundial pois todos os estádios têm casas de banho (não vá a nossa selecção levar uma banhada). Além disso, começamos a ter pouco jeito para fases de apuramento, por isso é melhor ser da organização.
Como querem organizar com nuestros hermanos, também já devem ter adivinhado onde será a final ... ?no? (ainda não tenho um teclado especial Mundial Ibérico, por isso não tenho o caractere do ponto de interrogação invertido).


Cartoon de 21 de Janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Monocultura 60 - Bandeiradas

A ideia de hastear a bandeira dos Açores junto à bandeira Portuguesa em tudo o que é sítio (como quartéis, etc.) levantou problemas logísticos graves:
1. Os chineses ainda não vendem bandeiras dos Açores;
2. Os paus de bandeira estão caros. Diz-se por aí que os preços só baixam lá para Setembro ...
3. É preciso abrir mais um buraco para espetar mais uma bandeira;
4. Para que as bandeiras fiquem devidamente centradas, é preciso deslocar alguns centímetros todos os outros paus de bandeira;
5. É difícil arranjar um mestre só para fazer uns buraquinhos para espetar paus de bandeira.

Posto isto, talvez seja melhor içar ambas as bandeiras no mesmo poste, desde que isso não crie outra luta institucional: qual é que se iça primeiro? Se calhar, içavam-se de maneira a ficarem à mesma altura no mesmo poste, e quando fizesse algum vento, parecia que estavam à estalada.

Cartoon de 16 de Janeiro de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ecos 03 - Comprar "verde" = pastar?

Sugere-se que este cartoon seja devidamente apreciado por pessoas vestidas de verde, que comam regularmente Bifidus activos, que comprem tudo o que for bio, natural, eco, e outros termos do bio-marketing, eco-consumismo e merchandising natural.
Não sou contra, mas duvido seriamente que seja tudo assim tão eco ... e TUDO é garantidamente muito consumo.
Este cartoon é um pouco ácido, por isso, se não gostar, é melhor colocar no pilhão.

Cartoon de 16 de Janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

SG 23 - Trabalho de equipa

Acho que é isto que sentem muitos jovens quando se decidem a participar activamente em alguma causa ou organização. Novo emprego, novas funções numa associação, entrada para uma "jota" qualquer...
Quem entra para a guerra vai para a frente, para que os que estão à frente possam recuar. É a lei da guerra, e alguém tem que ser a chamada "carne para canhão".
Trabalho de equipa nem sempre é fazer aquilo que se quer ou gosta... é fazer o que é preciso.

Cartoon de 14 de Janeiro de 1995

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ecos 02 - Dá-me aí uma floresta para ler

Vamos organizar uma campanha de sensibilização. Vamos distribuir meia tonelada de papel. 300 kg serão atirados para o chão pelas pessoas a quem os dermos. 100 kg serão deitados para o lixo. 30 kg serão colocados num ecoponto. 20 kg serão guardados em alguma gaveta. 50 kg ficarão em caixotes, pois não foram distribuídos e irão para o lixo ou ecoponto quando estiverem completamente saturados de humidade.
Mais uma mata de eucalipto foi cortada e replantada.


Cartoon de 7 de Janeiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Os Enrascados 18 - Burrocracias 3

Eu ia comentar este cartoon, mas não comprei a tempo o impresso para o fazer. Agora tenho que comprar o impresso para entrega da segunda via, mais o impresso para pedir para me aceitarem a segunda via, e tenho que pedir ajuda no preenchimento. Após a ajuda profissional, devo entregar tudo por minha conta e risco, pois não há garantias que a ajuda profissional tenha servido para o preenchimento ter efectivamente ficado correcto.
Eu ia fazer mais qualquer coisa sobre este assunto, mas tenho muito em que pensar e também acho que me esqueci de qualquer coisa... mas tenho que me lembrar do que é que eu tinha que ir comprar ao supermercado.


Cartoon de 5 de Setembro de 2004

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ecos 01 - Haja matérias primas

Não sei ainda se isto vai ter continuidade, mas surgiu-me esta nova ideia com o ano novo. Uma nova colecção, para tratar de assuntos mais ambientais (à escala global).
A questão é: será que se mudarmos tudo o que temos para versões energeticamente mais eficientes (e a eficiência energética é indispensável, quer para o planeta, quer para os bolsos de cada um), não estamos a exigir ainda mais recursos/matérias-primas para fazer as novas aplicações? Será que não iremos entrar em consumo desregrado para DIMINUIR O CONSUMO?

Cartoon de 06 de Janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

MonoCultura 34 - Carnavais

Embora este cartoon tenha sido feito para o Carnaval de 2002, quando o Coliseu Micaelense abriu para o baile de carnaval, depois de alguns anos fechado ... e em estado lastimável, em vias de cair (até foi necessário interditar o trânsito nas redondezas e mobilizar polícias e bombeiros ...), não deixa de ser oportuno para desejar a todos um óptimo 2009.
Vão para onde forem esta noite (Coliseu, festa familiar, festa da Câmara, etc.), o que interessa é que se entre em 2009 com vontade e com alegria. Quanto ao que vier pela frente, 2009 será mais um ano, e quem ler este post terá certamente mais que um ano de vida, pelo que será apenas mais um entre uma vida inteira.

Bom 2009!

Cartoon de 30 de Janeiro de 2002

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Os EnRascados 29 - Natal 1

Apresento-vos a realidade do Natal. Os pais transferem as suas prioridades para os filhos, o que é natural. No entanto, ficam alguns resquícios da própria infância e há que aproveitá-los quando surge a oportunidade. Tirando o stress associado às compras natalícias, há que tirar o prazer próprio da época ... e se os filhos não estiverem com forças para brincar, dê-se aos brinquedos a devida rodagem.
Um pouco de fantasia não faz mal a ninguém, e até ajuda a fomentar a imaginação e criatividade, que podem ser úteis das mais variadas formas no dia a dia. O que é preciso é saber entrar e sair em segurança e oportunamente desse mundo ilusório.
Mais uma vez, Bom Natal!

Cartoon de 01 de Janeiro de 2006

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

MonoCultura 29 - Feliz Natal!

Escusado será dizer em que mês foi feito este cartoon. Quanto ao ano, foi 2001, mas também vale para qualquer um.
Se o ano não interessa, interessa a mensagem: que este Natal seja o melhor de sempre para todos ... e nada de desculpas com isto, aquilo ou aqueloutro (todos teremos um ou vários "senãos" para buscar e rebuscar), o que tivermos será o melhor possível, com ou sem bens materiais, com mais ou menos saúde, mais perto ou mais longe da família, mas deve ser aproveitado na medida do melhor que conseguirmos.
Bom NATAL!

Cartoon de Dezembro de 2001
Publicado originalmente no Portal Virtualazores

domingo, 21 de dezembro de 2008

Na Tasca 21 - Não há Natal!

É oficial! Tentando seguir os padrões de qualidade internacionais, o Pai Natal decidiu avaliar o desempenho dos seus duendes durante o ano 2008. O frio da Lapónia não se fez ainda sentir este ano, uma vez que os ânimos estão bastante exaltados: Os duendes já não são verdes como o pimentão verde, estão sim vermelhos como o pimentão!
Tudo começou quando o Pai Natal deu aos duendes, em Janeiro, as directrizes do sistema de avaliação. Trabalhadores empenhados como são, e como não havia quotas (sim, todos os excelentes o podiam ser ... e deviam mesmo ser!), os duendes puseram mãos à obra, preenchendo com sentido de responsabilidade os impressos, redigindo os relatórios, etc.
Em Agosto, alguns (os mais novos, mais despachados), acabaram os seus impressos e relatórios e meteram mãos à obra, para aviarem as encomendas dos meninos de todo o mundo. No início de Setembro, já estavam todos ao serviço!
No entanto, o Pai Natal, ao fazer uma vistoria às instalações, apercebeu-se que ainda não se tinha produzido 5% das encomendas, o que era inconcebível, pois estavam em Setembro e nesta altura já deviam ter para aí uns 75% despachados.
Chamou os duendes e verificou que todos eles eram efectivamente excelentes, mas que ainda não tinham produzido praticamente nada este ano! O Pai Natal ficou desesperado ao ver que, com sorte, teria apenas 25% dos brinquedos prontos até ao Natal, e por isso exigiu aos duendes que redobrassem o esforço ... quer dizer ... quadruplicassem!, já que eram excelentes.
Os duendes (todos excelentes) decidiram parar a produção, pois nunca se tinham sentido tão insultados! Por decisão conjunta, só voltam ao serviço em Janeiro, altura em que têm que começar a preencher os impressos da avaliação de desempenho ...

Com tudo isto ... o Pai Natal aderiu ao tintol, e só não bebe mais porque sabe que tem uma bela equipa de duendes ... todos excelentes!

Cartoon de 21 de Dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

SG 22 - O tropeção


É assim, meus amigos, agora estamos em época de descobrir carecas aos crânios da alta finança. A moral desta história é que qualquer tropeção de qualquer parvalhão provoca sempre grandes estragos. Parece que só agora se descobriram novos tipos de crimes, como o abuso de confiança, os desfalques, enfim, o roubo de colarinho branco.
Era um mundo tão puro, e agora foram inventar estes crimes ...

A diferença entre o nosso herói e os restantes aventureiros que estão na baila, é que o SG não devia sair de casa para não fazer estragos de tão desastrado. Os outros, deviam estar presos, mas em prisões a sério e não em prisão domiciliária nos seus condomínios de luxo. Se alguém é preso por matar uma pessoa, o que merece quem destrói a vida a milhares ou mesmo milhões?
É a justiça actual: fazes os outros perderem as suas casas, então, por castigo, não sais da tua mansão. E pronto!

Cartoon de 14 de Janeiro de 1995

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Os Enrascados 017 - Burrocracias 2


O papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ... o papel ...

... a multa! ... a multa! ... a multa! ...

... e a moral? ... e o respeito pelos cidadãos? esses nem ao lado, nem perto das finanças!

Cartoon de 03 de Agosto de 2004

sábado, 13 de dezembro de 2008

Os Enrascados 016 - Burrocracias 1

O atendimento ao público será uma arte que poucos dominam. Quantas vezes nos fecharam a porta na cara, porque já passava da hora, por exemplo?
A verdade é que todos vivemos uma vida demasiado rápida para podermos admitir "perder" tempo entre compromissos, entre burocracias, trabalho, escola dos filhos, compras, etc., todos andamos em rodas vivas para tirar partido de cada segundo. Quando nos fecham uma porta na cara (e isto acontece quer nos serviços públicos, quer em algumas lojas e até restaurantes), estão a dizer-nos que os segundos que escolhemos para lá estar não coincidem com os segundos que quem lá está tem ao seu dispor.
Damos por nós a degladiarmos segundos ou minutos com os outros, e muitas das vezes o tempo que se perde nisso daria para resolver o que quer que fosse que se queria resolver.
A expressão "tem uns minutinhos" quase tem o mesmo sentido de "isto é um assalto: dá-me os teus minutos ou eu começo a barafustar"!



Cartoon de 20 de Março de 2004

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Na Tasca 20 - Notícias ...

O jornalismo já foi uma ciência, agora é uma treta. Ainda há poucos dias, vi uma reportagem sobre as vendas no Natal, em que vários entrevistados falavam das suas compras e/ou vendas, conforme fossem clientes ou comerciantes. Entre os clientes, ninguém disse que estava muito mal (um até disse que estava bastante bem), que estava a fazer as comprinhas do costume, claro que era preciso ter atenção às despesas (como sempre se deve ter). Até pela parte dos comerciantes, que nunca diriam que o negócio estava a correr bem, pois faz parte do negócio, ninguém entrou em grandes teorias da catástrofe.
No entanto, o jornalista insistia com todos em falar da crise, sem ter grande confirmação por ninguém. No final, o jornalista concluiu que a crise estava aí e que as pessoas estavam a senti-la! Fez uma reportagem para defender uma tese, e mesmo sem ter uma confirmação do que queria provar, concluiu com aquilo que queria concluir à partida ... é mau jornalismo.

Os tempos modernos são feitos de crises cada vez mais frequentes, pois toda a contrariedade e todo o problema é considerado uma crise. A comunicação social, em vez de recolher e difundir informação, é cada vez mais um meio de difusão de conclusões e de opiniões compradas a comentadores, pelo que assim é muito fácil vender a desgraça. Por outro lado, tudo o que se noticia tem que ser o maior, o pior ou o mais grave de sempre ... geralmente é o mais estúpido de sempre.
Quando se vende a desgraça, semeia-se a desilusão, a depressão e o pessimismo!

Cartoon de 07 de Dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Os Enrascados 015 - Desemprego 3

O nosso país está muito bem servido de profissionais. Vejam só quantas situações há de excesso (??) de habilitações para os empregos disponíveis. De facto, basta-me dar uma pequena volta por aí e encontro muitas caras conhecidas, que sei que tiraram cursos universitários, mas que tiveram que se desenrascar em empregos que exigiam muito menos habilitações que eles têm.

Não tenho nada contra licenciados fazerem trabalhos que exigiriam menos habilitações. Há profissionais que gostam de TRABALHAR, e não é de todo indigno fazerem este ou aquele trabalho. O problema que se coloca é se esta ocupação de lugares não estará a impedir pessoas com menos habilitações literárias de ter acesso ao emprego. Há que ter em conta que um licenciado apira, legitimamente, a um emprego que tire partido do seu esforço de anos de estudo para adquirir determinadas competências. Tendo isto em conta, é de esperar que tenha muita vontade de mudar de emprego, pelo que assumirá o emprego que tem como temporário, o que também coloca problemas ao empregador, pelo risco de ter que arranjar novos funcionários.
Por outro lado, não se espera que os licenciados fiquem apenas por aí "à espera de um emprego", espera-se alguma inciativa e vontade de criar serviços e, por consequência, replicar o número de empregos.

Cartoon de 07 de Março de 2004

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

MonoCultura 33 - IntiFAhDAp


O anterior presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Manuel António Martins, ficou famoso pelas guerrilhas que lançou no seio da sociedade micaelense na sua luta em defesa dos interesses dos agricultores/lavradores. Foi tão guerrilheiro que os lavradores passaram a ter má fama perante a restante sociedade. Era leite despejado pelas ruas e nos carros particulares, era carrinhas cheias de polícias abanadas por multidões enraivecidas ...

Uma das suas guerras foi contra o então IFADAP, sempre por causa dos dinheiros, devido à gritante subsidiodependência (culpa de quem depende, e culpa de quem pagou para serem dependentes). Assim, qualquer atraso era motivo para levantamentos de toda a lavoura ... então quando eram atrasos grandes ... bem, eram grandes levantamentos.

Em 2001/2002, a guerra assumiu quase um cariz de guerra santa (uma intifadazinha de trazer por casa ... ou de trazer por bilha de leite), até que em Janeiro de 2002, com os bolsos novamente providos do vil metal, foi novamente declarada a paz (podre, como sempre à espera da próxima guerrilha). Amigos como dantes (como cães ... de fila).

Cartoon de 22 de Janeiro de 2002

Publicado no Portal Virtualazores

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Os Enrascados 014 - Desemprego 2

Muitas das causas do desemprego são as exigências de quem procura emprego, que não admite fazer determinados tipos de trabalho. É certo que se a pessoa estiver ocupada num emprego que não gosta, poderá deixar passar uma boa oportunidade que lhe passe ao lado, mas daí a recusar tudo o que aparece, poderá ser falta de vontade de trabalhar.

Mas é possível ver a coisa por outro prisma: as entidades oficiais esforçam-se por divulgar as ofertas de emprego que vão surgindo, mas algumas destas ofertas nem deviam ser divulgadas, por integrarem condições à partida ilegais. Algumas dessas ofertas incluem remunerações abaixo da média, horários vergonhosos (em termos de horas diárias e de dias semanais), às vezes não dão direito a dia de descanso semanal, nem a férias. Muitos são trabalhos regulares, para funções que o potencial empregador quer ver desempenhadas todos os dias, mas com contratos extremamente curtos, para não dar direitos aos "escravos" a contratar.
Existem vários sistemas de apoio às empresas/entidades para empregarem profissionais em situação de primeiro emprego, estágio profissional, etc. Estes jovens aprendem a primeira grande lição da vida profissional no final deste período de estágio: são simplesmente carne para canhão, pois virá outro parvo para o próximo estágio, porque é mais barato para o empregador do que integrar o estagiário nos seus quadros.

Outra ironia do destino é o que se passa com os imigrantes. Geralmente são elogiados porque vieram para cá e, mesmo sendo médicos e engenheiros, trabalham na construção civil, em limpezas domésticas, etc., enfim, em tudo o que nós não gostamos de trabalhar. Usa-se este exemplo para criticar quem não quer trabalhar, mas aqui há que ver a relatividade dos rendimentos destas actividades com os rendimentos médios nos países de origem ... a ironia é que se um de nós for para o estrangeiro, como muitos foram para os Estados Unidos e para o Canadá, a situação poderá ser a mesma: para quê puxar dos galões pela formação académica quando há um trabalho bem pago para fazer ... simplesmente isso: BEM PAGO para os padrões do país de origem.


Cartoon de 06 Março 2004

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

SG 21 - Relatividade

A realidade individual de cada um marca a forma como o mundo é visto, definindo claramente os limites individuais para classificação de determinados fenómenos. Esta forma de ver as coisas faz com que o que é muito para uns seja pouco para outros, é mesmo tudo relativo.
Uma nota de cem euro, por exemplo, acredito que signifique muito pouco para algumas pessoas, quer por terem mais do que suficiente e acharem aquela quantia banal, quer por eventualmente trabalharem em alguma situação em que lidem com dinheiro vivo e estejam habituados a vê-las. Para outras pessoas, no entanto, pode representar mais de metade do rendimento mensal e, além de lhe darem tanto valor por não terem tanto dinheiro, podem até considerar ofensivo os seus rendimento se resumirem a uma simples nota.
Na política, então, este fenómeno é ainda mais interessante, geralmente, quem fica em segundo numa eleição, perde, mas quem fica em terceiro, quarto, quinto, e mesmo em último, geralmente tem pequenas vitórias a comemorar, porque tiveram mais um voto que nas anteriores, porque tiveram mais um deputado eleito, porque quem ganhou perdeu votos ... enfim, depois ainda dizemos, que o povo português é pessimista ... talvez seja, mas isso é relativo!

Cartoon de 13 de Janeiro de 1995

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

MonoCultura 32 - Bloqueios

Em 2002, foi legalmente lançada a técnica dos bloqueadores de rodas, que tinham o objectivo de dissuadir aqueles condutores que estacionam de qualquer forma em qualquer lado. A ideia foi lançada como a grande solução para este problema, e parecia que estaria tudo efectivamente resolvido.
O resultado não foi tão convincente assim. Bloqueavam-se rodas e não havia reboques suficientes para rebocar os carros bloqueados. Até se deu o caricato de um morador ter chamado a polícia, numa sexta-feira, porque havia um carro estacionado na porta da sua garagem, e ele não podia tirar o seu carro. Resultado: bloquearam a roda do infractor, mas o reboque da polícia não estava disponível, e só lá foi remover o carro bloqueado ... na segunda-feira! ... e o queixoso ficou com o carro na garagem todo o fim de semana.

A verdade é que não tenho visto para aí carros bloqueados, embora ainda muitos o mereçam ... acho que a solução milagrosa pediu a reforma antecipada.

Nos dias que correm, já existem naturais bloqueadores de ruas: chamam-se empreitadas, são de variadas naturezas, e estão em todas as ruas para onde necessitemos ir. As obras nos nós do Hospital e de Belém são exemplo disso: regularmente muda-se os trajectos, para a obra continuar, o que lança o caos.
Quanto a essas mudanças, são males necessários, o pior é o vício de colocar condicionamentos ao trânsito. Esta semana, uma grande extensão da variante a Ponta Delgada, entre o nó do hospital e a saída para a Relva esteve um dia inteiro com a faixa da direita suprimida. Nas várias vezes que por lá passei, não vi vivalma a trabalhar, nem tão pouco qualquer sinal de intervenções (nem pintura de linhas, nem roçar de bermas, nada). Se não foi para fazerem nada, parece-me que deve ter sido para matar o vício de pôr e tirar aqueles bilros do chão ...


Cartoon de 17 de Janeiro de 2002
Publicado no Portal Virtualazores

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os enRASCAdos 012 - Expediente 3

Há vários métodos de trabalho. Entre eles está o trabalho efectivo e o trabalho falado.
Quantos profisionais não passam mais tempo a dizer que têm muito que fazer do que a trabalhar? No entanto, como estão sempre a dizer que têm muito que fazer, aos outros parece que eles estão a trabalhar muito.
Outros ocupam-se a trabalhar, mas por não se queixarem, aos restantes parece que devem ter pouco nada para fazer.


Cartoon de 5 de Março de 2004