Xinando - Cartoon
Cartoons made in Açores
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terça-feira, 24 de abril de 2018

Na Tasca 190 - facebook

Ia escrever sobre isto, mas ninguém ia acreditar, ou, pior, podiam acreditar demais...

Cartoon de 24 de Abril de 2018

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Na Tasca 189 - Cartilhar

Há notícias que me fazem rir. Mas muitas deixam-me estupefacto sobre se as pessoas acreditam mesmo na santidade absoluta do seu lado e maldade absoluta do outro, e isto no futebol é extremo.
Desde que as nossas televisões usam e abusam de comentadores "isentíssimos" filiados a clubes e a partidos, é um tal desfilar de inocência, lucidez, coerência e, principalmente de isenção!
Há umas semanas atrás, alguém lança a ideia de uma "cartilha", semeando indignação, provavelmente ao mesmo tempo que distribuía esta ideia pelos "colegas" que lêem a mesma cartilha que ele. Sim, pois cartilhas e estratégias de comunicação é o que mais há por aí (se não for só mesmo isso que há).
Quando dois clubes anunciam o reatar de relações institucionais não por se terem reunido os presidentes ou outros dirigentes, mas "apenas" os directores de comunicação, só me parece uma coisa: foram só combinar as bocas a mandar a seguir.
Mas nesta guerra que nada tem de desportiva, há também a história: mais dia menos dia zangam-se de novo as comadres (geralmente basta um jogo entre eles em qualquer modalidade) e dizem-se as verdades.
A história também diz que o clube pequeno entre os dois dá um empurrãozinho ao grande, esperando vir a comer algumas migalhas a seguir (se eu te ajudar a ganhar campeonatos, também vais deixar algum para mim... isto não tem nada de corrupto, são só relações institucionais). A história também diz que o que ganha toma-lhe o gosto, e começa a se esquecer de ceder a migalha ao pequeno. Tem sido assim. Depois, zangam-se de novo e o pequeno fica novamente sozinho e verde no seu canto...
E é isto a que querem incessantemente chamar desporto. Até nas televisões e jornais, chamam "notícias do desporto" às do futebol, e "notícias das modalidades" aos restantes desportos... estupidez!

Cartoon de 12 de Maio de 2017

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Na Tasca 188 - Ao largo da costa

Seja como for, com o que se vai desvendando sobre os melhores gestores do mundo, as empresas mais fantásticas do país, e a ultra-eficaz justiça tributária e regulação bancária, no fim o que interessa, como sempre, é umas comissões parlamentares e assunto para ocupar as politiquices. Sempre.

Cartoon de 28 de Fevereiro de 2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Na Tasca 187 - Ohhhh René!

Faleceu Gorden Kaye, o inesquecível René Artois de Allo Allo. Durante alguns anos, René esteve presente em milhões de gargalhadas em muitos lares.
As suas trapalhadas, mais aquelas em que o metiam, pareciam não ter fim, sempre à volta de sobreviver às circunstâncias e conflitos, tentando levar a melhor perante o sistema, com esperança que a guerra acabaria e que melhores dias viriam. Parece contemporâneo, não parece?
Obrigado Gorden pelas gargalhadas.

Já agora, quando o René foi "fuzilado" e enterrado, no dia seguinte apareceu o "irmão gémeo" para tomar conta do café... será que amanhã não aparece no lar um "irmão gémeo" do Gorden?

Cartoon de 24 de Janeiro de 2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Na Tasca 186 - Hell has frozen


A sociedade entra oficialmente hoje numa nova era glacial.
Era bom que fosse só por causa da vaga de frio e de estar a nevar em sítios onde não nevava há décadas. É mesmo o culminar de um declínio social, de um poder descontrolado no uso e deturpação da informação, e da consequente deformação da sociedade e das mentalidades.
Trump toma posse. Não há humor para isto.

Cartoon de 20 de Janeiro de 2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Na Tasca 185 - Penalties

Semana de muito barulho e reacções extremadas por causa do futebol. Eleva-se o grito até se ver o medo e as consequências nas reacções dos adeptos. Depois, há que assobiar para o lado, pois o assobio anterior era mesmo para esses excessos.
Sempre os penalties, os cartões, o que nos tiraram, esquecendo o que nos dão e tiram aos outros. Talvez fosse melhor jogar só a penalties, deixando de tentar marcar golos de outra forma...
Mesmo nos casos em que ninguém se entende, eleva-se a voz ao nível do escândalo e do roubo, com a máxima violência verbal. Nalguns casos, grita-se até que os outros concordem ou deixem de discutir... Quanto mais se grita contra (com ou sem razão, entre tantos, há com e sem razão), menos se fala nos lances favoráveis, e também tem havido bastantes.
A verdade é que os mesmos lances, sendo contra ou a favor, são gritados sempre a favor do fervor clubístico: na nossa área nunca é, na dos adversários, é sempre. A discussão não é bem se foi ou não, é mais gritar: "mas eu queroooooo".
Os três grandes falam de boca cheia, pois desde que me conheço nenhum foi alguma vez campeão com reconhecimento dos outros dois, e em cada título há uma lista extensa de "razões externas" para justificar o próprio insucesso. Mesmo perante provas concretas de determinadas situações, há medo de mexer com os grandes, e só se castiga quando não terá efeito significativo (uns pequenos desceram de divisão, outros, maiores, perdem pontos na medida suficiente para não mexer na classificação, ou os jogadores só são castigados quando não faz diferença...). E os dirigentes que temos... sérios e coerentes que se fartam!
Depois, como é possível haver tantos programas de "comentário desportivo", transmitidos sem bolinha vermelha e em horário acessível a crianças? (já para os adultos é lesivo à saúde mental e desenvolvimento cognitivo). Aquilo é uma vergonha pegada e cheia de gente sem escrúpulos ou sem o mínimo de sentido de responsabilidade e desportivismo (aqui incluo todos e garanto que tanto me enojam os comentadores/defensores dos outros clubes como os do meu).
Fechem essa loja.
Um dia há uma desgraça e ninguém pôs as achas na fogueira.

Cartoon de 06 de Janeiro de 2016

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Na Tasca 184 - Trumplastro

A vitória de Donald Trump foi uma surpresa? Não, não foi. A partir do momento em que ele foi eleito candidato de um dos dois únicos partidos com hipótese de eleger um presidente norte-americano, podia ser! Chegar a candidato, com tanto escrutínio prévio, isso sim é surpreendente. O mundo empresarial, onde se insere o bilionário, terá muito a ver com isto (o dinheiro move muito).
Fala-se e falar-se-á muito disto, analisar-se-á, etc., no que são apenas mais ingredientes para os media continuarem a sua actividade. De facto, a esta eleição não será alheia a acção da imprensa. Muito se disse de cada candidato, entre o bruto, parolo e ignorante, e a senhora do sistema instalado, com e-mails duvidosos, etc. Também as sondagens diárias, tal como no caso do Brexit, descansam os favoritos e estimulam os previsivelmente derrotados a se mobilizarem e irem votar (e foram meses nisto). Que isto sirva de estímulo a todos para outras eleições, em qualquer lugar.
Por vezes, parecia que a única vantagem de Hillary Clinton era ser mulher. Ainda vamos passar muitos anos até que se aprenda que a igualdade não é forçar ou realçar por ser mulher, é garantir que não se perde oportunidades ou se é discriminado nas oportunidades por esse facto (ou por ser homem, também). Bem, passaremos muitos anos se realmente evoluirmos como sociedade, o que hoje não parece muito provável a curto prazo, antes pelo contrário.
Fora eventuais enviesamentos e preferências provocadas pela imprensa, a verdade é que a imagem que temos de Trump baseia-se em actos e palavras suas, divulgadas amplamente, por isso é incrível que se tenha eleito tamanho cretino, fosse quem fosse o oponente.
Sobre a "inteligência" do povo americano, olhemos em volta e vejamos como é a inteligência colectiva dos povos... é tal qual se pretende que seja: limitada e manejável pela "informação" gerida pelos sistemas em  vigor (governantes ou aspirantes a tal, desde que tenham capital), desleixando de preferência a educação. Depois, há o fosso do preconceito entre quem estudou e quem não o fez, em que o mais fácil e básico é a desvalorização e mesmo desprezo mútuo.
Continuemos os debates de analistas e comentadores especializados...

Cartoon de 09 de Novembro de 2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Na Tasca 183 - Os patrimónios

Vamos lá destilar ódios e preconceitos: quem tem, o que quer que seja, não devia ter (principalmente o que eu não tenho...); se tem, deve ter obtido ilegalmente; ladrão que rouba a ladrão...; já que eu não posso pegar para mim, o Estado que pegue...
Tributar o património, de forma adicional ao que já se tributa, parece um princípio estranho.

Primeiro, o património, quando obtido de forma honesta, já foi mais que espremido, em IVAs, IMTs, impostos sucessórios (sobre rendimentos e bens já sujeitos a impostos antes).

Segundo, o património é mais que ter um "palacete" (subjectivo) ou uns trocos poupados no banco, é o que se possui, bens móveis, imóveis, culturais e, nunca nos esqueçamos até com valor sentimental. Ah, pois é, o avôzinho deixou aquela Zundapp cheia de ferrugem e que nem funciona, não me vêm aqui avaliar o património e me taxar por possuir uma peça de museu?

Terceiro, o património ou anda a cair aos pedaços (com impostos sucessórios e afins, nunca sobrou nada para aquelas obras), ou conseguimos pagar obras e assim (mesmo pagando IVA sobre materiais e mão de obra), aumenta-se o valor e os impostos sobre ele...

Quarto, se uma conta bancária com uma poupança tem um determinado saldo, se pagou impostos ao obter o rendimento, e se pagar impostos sobre os juros, um imposto extra anual faz o quê? Leva mais que os juros? Faz diminuir o "património" anualmente até uma futura "felicidade" de conseguir isenção do imposto por não haver mais?

Quinto, podem pensar que acho que somos todos "santinhos", que tudo é feito sem fugir como e quando se pode.  Não acho isso, acho é que não são ideias destas que resolvem nada, e muito menos têm qualquer tipo de justiça. De facto, o problema são os "legalismos" que atrofiam a justiça e que não só permitem o roubo descarado, como protegem alguns ilustres da nossa sociedade. Debate-se amiúde o famoso "enriquecimento ilícito", que precisa de leis que nunca se vão fazer (só serve para render debatezinhos na assembleia), quando o ilícito significa CONTRA A LEI, logo o que falta é não atrofiar a justiça e fazê-la actuar.

Sexto. Nunca tive nem tenho nada contra quem tem o que eu não tenho. Se pretendo algo, faço por obter com o meu trabalho. Se o obtenho com o meu trabalho e esforço, não aceito invejas só porque obtive, trabalhem. Se tirarmos a quem tem só porque tem, não estamos também a ser justos, só a roubar.

Sétimo. Prefiro que haja patrões, porque só assim há empresas e portanto empregos. Com isto não confiro qualquer preferência aos maus patrões. Más práticas e abusos devem ser penalizados. Isto também vale para maus empregados.

Oitavo. Justiça obtém-se a aplicar de forma justa regras de sociedade civilizada e correspondentes leis penais. Nunca penalizando por preconceito ou por incapacidade de detectar as ilegalidades e infracções e assim castigar (extorquir) o próximo.

Nono (e último). Caso os meus cartoons e ilustrações um dia passem a valer alguma coisa, aumenta o meu património familiar? Se valerem muito, levo taxa anual pelo aumento de património produzido por mim? Se assim for, deixo de desenhar, pelo sim e pelo não...

É gastar tudo em cerveja, que ainda dá IVA aos senhores e barriga não se deposita no banco e na presente época não é riqueza.

Cartoon de 19 de Setembro de 2016

domingo, 4 de setembro de 2016

Na Tasca 182 - Imposto consensual

Cada imposto deste país é debatido por todos. Geralmente há dois tipos de reacção:
- os que o defendem porque nem têm que o pagar, a aí vêem toda a justiça;
- os que o detestam, porque têm que pagar, e muito, e por isso são contra ele, a não ser que ganhem isenção e suba para o vizinho ou outra pessoa qualquer.
Em todos os casos, a solução é sempre a mesma: no meu bolso é roubar, mas deviam era ir buscar a fulano, que ele deve poder pagar...
A nossa lógica não passa disso, com ou sem concordatas, partidos isentos de IMI, ou até taxas diferenciadas de IVA.
A melhor segurança do meu bolso é a insegurança do teu...

Cartoon de 04 de Setembro de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Na Tasca 181 - Incêndios

Cada incendiário devia ser condenado de forma proporcional ao número de vidas que pôs em risco, habitantes, bombeiros e dias de combate.
Mais do que o vandalismo que é, mais do que a destruição que envolve, pessoal e colectiva, andam milhares de pessoas a arriscar a vida para apagar fogos em que muitos terão origem criminosa, pelo que isso é tentativa de homicídio!

Cartoon de 10 de Agosto de 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Na Tasca 180 - Anda tudo à caça

Por agora, não tenho oportunidade ou curiosidade para experimentar o jogo Pokémon Go, mas a verdade é que se tornou um fenómeno. Em termos de jogos, tal como a Nintendo wii fez um pouco, tornou os jogos mais físicos e menos sedentários. Já por isso, é diferente do habitual e poderá ser divertido.
Parece aproximar, embora com grandes diferenças, ao Geocaching, na exploração do mundo real.
Isso faz-me pensar que este modelo é isso mesmo: um modelo para outras coisas, como visitas virtuais a locais como museus ou espaços naturais.
Por agora, é só uma moda, com muito movimento envolvido. Veremos para onde nos levará, já que não sou grande fã de Pokémon.

Cartoon de 28 de Julho de 2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

Na Tasca 179 - Recalculem o défice

É verdade, estávamos a falhar nas contas, e há regras a cumprir e penalizações pelo incumprimento. Se bem que, no caso da UE, nunca percebi como se pensa que penalizar por não cumprir o défice deve resultar em multa, logo em bola de neve de dívida e de défice... penalizar em ajudas, faz sentido, assim não, pois nunca vai resolver nada, só agravar.
Agora, acho que perdem a razão ao querer penalizar, quando há séculos que não entrava tanto ouro no país como nos últimos dias: são medalhas de futebol, canoagem, judo, meia-maratona, triplo-salto, lançamento do peso, ginástica, etc.
É um acréscimo gigantesco às reservas de ouro nacional! (talvez o único realmente existente...)
Além disso, e tendo em conta o meu mestrado em economia tirado na televisão, podemos inferir o seguinte: com tanto ouro real a entrar, temos que sair do lixo. Como vem aí os Jogos Olímpicos, temos possibilidade de ganhar mais algum ouro. Pela possibilidade, deve subir o rating! Se perdermos, depois vê-se, mas é assim que os mercados funcionam, com base na expectativa, sonho e ilusão, e disso temos quanto baste.
Anda por cima temos, agora o ponta-de-lança da economia na Goldman-Sachs! Ah, esse não, só dá asneira onde toca, e finalmente tem um emprego...

Bem, brincadeiras à parte, há coisas muito sérias em jogo na nossa economia. 
Mas voltando a sorrir, PARABÉNS A TODOS ESTES HERÓIS que nos fizeram festejar e sorrir. Há anos que só dá orgulho e alegria ver a nossa bandeira em competições desportivas e ver atletas a envergá-la com orgulho. Olhem para a bandeira na frente da Assembleia da República ou na frente do Parlamento Europeu e digam-me se dá mais orgulho que vê-la numa qualquer varanda anónima...

Cartoon de 12 de Julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

Na Tasca 178- Ir a Paris

O Falcon da Força Aérea foi a Paris de propósito para o Presidente Marcelo ir ao jogo. Segundo a imprensa, a viagem tem custos de cerca de 14.000 €, mas não se preocupem, o Presidente vai assumir pessoalmente os custos: cada passageiro custará cerca de 600 € e é isso que ele vai pagar!
Se eu estiver assim como com pressa para ir do aeroporto de Lisboa ao centro, e vir que não confio nos taxistas, será que posso ir de carro da polícia e pago a bandeirada? Não deve ser mais de 10 euros, se não for em hora de ponta, e vou acompanhado de dois ou três polícias...
Já me está a parecer que este Euro 2016 tem dificultado o cálculo do défice, já que a maldita selecção tem obrigado o Presidente da República e o Primeiro Ministro a praticamente viverem em Paris. Ui, quanto será isto só em ajudas de custo? Só no final do Euro, que é amanhã (talvez só mais esta viagem), é que podemos fazer as contas.
Depois, se ganharmos, foi investimento. Se perdermos...
Em Agosto temos os Jogos Olímpicos, mas ainda bem que mais nenhuma modalidade, por mais medalhada que seja, interessa a ninguém!

Cartoon de 09 de Julho de 2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Na Tasca 177 - Brexit... booomm!

Pronto, já está votado, é mais ou menos metade para cada lado, mais velhos contra mais novos, e até já vi alguém, em entrevista de rua, a dizer que se soubesse que o não ganharia, tinha votado no sim em vez de no não.
Mas isso deve ser uma minoria ignorante, ou não? Esta semana, as bolsas fechavam em máximos ou em mínimos históricos mediante o estado das sondagens, não da realidade. Está portanto tudo louco e a esgrimir ignorância? Muitos, demasiados.
Claro que a saída de um dos países mais ricos da UE é mau, principalmente para os mais pobres. Por outro lado, alegrem-se lavradores, que a lavradora que mais subsídios anuais recebe na UE vai sair: a própria Rainha Isabel II, pois claro.
O que vai acontecer? Muita coisa. O quê? Nunca se sabe, por mais que se preveja, muito e diferente das previsões.
No entanto, é curioso ver como, após este referendo, voltam as questões de formação do próprio Reino Unido, cada vez mais desunido. E se a Europa não passar a 27 mas sim a 29? Inglaterra e País de Gales serão ainda o Reino Unido, sem os restantes?
Muita água há-de passar sob a London Bridge...

Cartoon de 24 de Junho de 2016

sábado, 18 de junho de 2016

Na Tasca 176 - Empatámos!

Se for para fazer um cartoon de cada jogo de Portugal no Europeu, espero não fazer só três.
Vamos buscar a arma secreta: a calculadora!
Há azar, com bolas ao poste e mais uma vez mais remates, mas a verdade é que outros rematam com eficácia. Acho que até jogaram melhor contra a Islândia. Deixaram de ser objectivos, e esperaram por golpes de génio do trio atacante, que era bem capaz disso, mas mais uma vez não foi.

Euro 2016: Áustria 0 - Portugal 0
Cartoon de 18 de Junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Na Tasca 175 - Eurexit?

A estreia da selecção no Euro 2016 foi... bem melhor que a estreia no mundial de 2014, mas bem melhor!
Esquecer que os adversários treinam, trabalham e jogam é sempre má política! Desvalorizar o adversário é meio caminho andado para correr mal, e temos grande experiência nisso, é que o fazemos demasiadas vezes (não demos só 7-0 à Estónia na preparação, também perdemos em casa com a Bulgária). De facto, já há anos que digo que a nossa selecção é uma espécie de luva: ajusta-se ao adversário, sendo fraco com os fracos e forte com os fortes.
Ronaldo teve alguma razão sobre a forma de jogar da Islândia (por muito mal que tenha ficado a forma como o disse), no sentido em que houve dureza excessiva em várias jogadas defensivas, e isso é intimidação e realmente é anti-jogo, mas não justifica tudo, houve muito e bom trabalho por parte deles, e alguma falta de sorte nossa.
Quanto à dureza, foi dureza e é futebol feio, mas mais uma vez o destaque foi para o cúmulo da estupidez em campo: bastou uma queda para ver a raça de Pepe, outra vez uma vergonha! Mesmo sendo campeão europeu, titular do Real Madrid, e marque vários golos decisivos, é uma nódoa em comportamento brutal e irracional.
Pronto, temos um ponto, podemos fazer mais, e vamos fazê-los com humildade e trabalho. Como se costuma dizer, se for para não ganhar algum jogo, que seja no primeiro, pois custa sempre mais perder o último.
Acredito que esta selecção ainda pode fazer um bom europeu. Discordo quando dizem que é a melhor selecção que já tivemos. Não o é, e isso é de longe, apesar de ter jovens muito bons, para amadurecerem e darem futuro para próximas provas, desde a classe de João Mário, Danilo, André Gomes, Renato Sanches e Raphael Guerreiro (há mais, só que gosto mais destes).
Força Portugal, um banho de realidade e humildade pode ser o que faltava na preparação psicológica desta selecção.

Cartoon de 15 de Junho de 2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Na Tasca 174 - Tens pontos?

Carta por pontos... porque é que uma coisa tão séria como a carta de condução ficou parecida com os cartões cliente em que se cola um selo a cada compra? (neste caso, descola-se...)
Temos um código da estrada, que tem falhas, mas existe e tem regras definidas. Temos um país onde o desinvestimento da educação em termos de valor e rigor está a dar frutos: analfabetismo diplomado. É mais fácil fazer um cartão de pontos que explicar as regras, ou ler regras onde quer que seja.
Claro que assim as contas podem ser feitas automaticamente por uma máquina, o que deve ser sempre melhor que a interpretação humana. Ah, esperem, vai haver interpretação humana ao decidir os pontos a tirar em cada infracção.
Claro que a intervenção humana mais forte não vai tardar, quando se aperceberem que há gente importante (e muita), que precisaria de 120 e não de apenas 12 pontos. Alguns milhares sem carta em pouco tempo e vamos ver se não vão alterar o valor máximo.
Já não bastava as vítimas de acidentes (culpados ou não) terem que tirar pontos uns tempos depois...

Cartoon de 10 de Junho de 2016

domingo, 22 de maio de 2016

Na Tasca 173 - Simplexidade

Entreguei o meu vigésimo IRS. Este ano tem cada requinte de sadismo que supera muitos dos outros anos: são as deduções escondidas, com truques para aparecerem; são entidades que declararam algumas deduções e temos que indicar noutro campo qual o NIF de quem declarou; requintado, sem dúvida.
Além disso, também gosto de ter que validar a actividade exercida por quem me passou facturas. Se eu compro um artigo ou serviço, na factura é que deve ser indicada a actividade correspondente, não devo ser eu a validar.
Com isso, estou a ter acesso ao facto de que aquele fornecedor tem várias actividades. Não só isso não me diz respeito, como se calhar são dados que importam apenas ao fornecedor e às finanças, e devem ser privados.
Com estas rasteiras perfeitamente dispensáveis e escusadas, fico com muito medo quando anunciam que o Simplex escusará trabalhadores por contra de outrem e pensionistas de entregarem IRS. Faz sentido, mas só se a Autoridade Tributária e Aduaneira (nome tolo, as Finanças, pronto!) fosse de fiar quando analisa os dados fiscais.

Cartoon de 22 de Maio de 2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Na Tasca 172 - O governo paga o resto

Tenho a certeza que a maioria dos pais quer o melhor para os filhos, o que não é excepção na educação. Sei que há estabelecimentos de ensino privado que primam pela qualidade do ensino e fazem por superar as lacunas que possa haver em alguns estabelecimentos de ensino público. No entanto, são investimentos pessoais, quando há ensino público disponível. Que haja deduções em sede de IRS sobre uma diferença para o custo público, não me choca.
O que me choca é ver a quantidade de semanas que os ilustríssimos deputados têm levado a discutir diariamente o assunto na Assembleia da República, como se não houvesse outros assuntos que não este, que mexe com certeza com o bolso de muitos daqueles ilustríssimos. A sério, o que vão discutir a seguir durante semanas? O ordenado dos deputados, agora que a lei mudou no que respeita aos contratos de associação dos estabelecimentos de ensino privados? As subvenções vitalícias aos políticos? Talvez duas semanas de debate sobre a ementa dos restaurantes da Assembleia?
Com tanta insistência e tempo dedicado a este único debate, venham dizer que não estão a pensar apenas e só nos seus umbigos e carteiras...
E ainda falam da cassete do PCP...

Cartoon de 20 de Maio de 2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Na Tasca 171 - Aos papéis

Ora vejamos: uma série cómica já para o antiga, chamada "Allô allô" girava em torno da corrida ao pé-de-meia, então na forma do quadro da "falling madonna with the big boobies". Era trabalhar cada um pela sua pele e a lutar pela sua trapaçazinha pelo seu quinhão para o futuro. Ora isso era só uma paródia, não era real...
Não me parece que haja nada disso na actualidade, pois quem teria o desplante de guardar quinhões de negócios, fugir a impostos, garantir negócios milionários para si e família?
A quantidade, qualidade e diversidade de nomes envolvidos é preocupante? Sim, é.
Mas sabem o que é anda mais preocupante para mim? Além do Pananá não ser o único paraíso fiscal (no cinema são sempre as clássicas ilhas Caimão...), a Mossack Fonseca (pelo menos segundo o Público) será só a quarta maior empresa do ramo...

Cartoon de 06 de Abril de 2016